Com o aparecimento da Covid-19, os governos atribuíram às empresas vários incentivos para colmatar os efeitos da pandemia. Agora, o fim destes apoios e o regresso à normalidade está a puxar pelas insolvências das empresas, indica a Companhia de Seguro de Créditos (Cosec).
Com efeito, nos primeiros seis meses do ano, as insolvências do tecido empresarial português registaram um aumento de 12% face ao mesmo período do ano anterior,refere a Cosec. Em termos geográficos, o Porto foi o distrito que registou maior número de insolvências, um crescimento de 14% face ao período homólogo, seguido pelo distrito de Lisboa
m termos de dimensão, o segmento das micro e pequenas empresas (com uma faturação abaixo dos 500 mil euros) registou o maior número de insolvências no final do primeiro semestre. No que diz respeito à longevidade, o maior número de insolvências foi registado nas empresas com uma década, ou mais, de vida.
Os serviços, construção seguidos dos têxteis e retalho são os setores mais afetados pelo aumento das insolvências.
Face aos dados já conhecidos, a Cosec alerta que o aumento das insolvências em Portugal pode disparar para 19% “no final do ano”.
“Pela tendência já registada nos primeiros seis meses do ano, bem como pelo agravamento destes fatores macroeconómicos, mantemos a estimativa para Portugal de, no final do ano, termos um nível de insolvências na casa dos 19%”, afirma Vassili Christidis, CEO da Cosec, citado em comunicado.
Ou seja, a tendência de crescimento tenderá a agravar-se ao longo do ano, quer pela evolução recente da inflação, quer pela política monetária que o Banco Central Europeu promete manter para tentar controlar os preços. Ora, o consumo tenderá a reduzir-se por causa destes fatores e da elevada exposição dos privados e empresas à subida das taxas de juro, de acordo com a Cosec.
FONTE: Eco Sapo.




